Por Lucas Soares Maione
Na segunda-feira (05), o segmento esportivo do The New York Times, The Athletic, divulgou que o treinador Carlos Ancelotti irá rescindir o contrato com o Real Madrid após o clássico contra o Barcelona, no sábado (10), e assumir a seleção brasileira logo em seguida. Em meio a essa negociação multimilionária, a CBF encontra-se atualmente em um cenário de desordem, com um elenco que não consegue jogar um bom futebol, polêmica envolvendo a possível camisa vermelha, envolvimento no afastamento de 6 jornalistas da ESPN e o veto de Neymar à contratação do técnico Jorge Jesus.
Ancelotti chegará à seleção após várias reviravoltas nas negociações com a CBF. A entidade já havia tentado a contratação do italiano em março de 2023, mas o técnico optou por renovar com os merengues até 2026. Os três treinadores pós Tite somam 7 derrotas em 2 anos e 1 mês, enquanto Tite em 6 anos teve apenas 6 derrotas. Agora, com a demissão de Dorival Jr., a CBF retomou conversas com o treinador, buscando um novo acordo.
O treinador aceitou assumir o posto após o Mundial de Clubes de 2025, em julho, e se encontrou com representantes da seleção brasileira, para discutir os termos. Entretanto, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, pediu que o treinador rescindisse o contrato com o clube espanhol imediatamente e já realizasse a próxima convocação da seleção para os confrontos contra o Equador e Paraguai, em junho. A proposta foi recusada pelo técnico e pelo Real Madrid, que não acordaram um valor para a multa rescisória, fazendo as negociações serem dadas como encerradas.
No entanto, a instituição brasileira buscou negociar concessões para poder contar com o treinador, afirmando que o esperaria até o fim da temporada para assumir a seleção. Assim, percebendo que perderia o seu comandante de qualquer maneira, o Real Madrid acertou o valor para rescindir o contrato com Ancelotti antes mesmo dos próximos jogos das eliminatórias.
O cenário para a chegada do treinador, não é receptivo. A recente divulgação da camisa vermelha da seleção em parceria com a marca Jordan, levantou debates políticos e uma rejeição de 90% apontada pela Quaest. Após o portal de notícias Foot Headlines vazar a nova cor do uniforme do Brasil, muitas pessoas alegaram ser necessário manter as cores tradicionais da camisa e evitar agravar a polarização política do país, pois 2026 será ano de eleição e o vermelho é normalmente associado ao Partido dos Trabalhadores (PT). A declaração da instituição afirmou que as cores tradicionais serão mantidas, e também mencionou um artigo do estatuto da instituição, que determina que a seleção só pode jogar vestindo as cores da bandeira nacional.
Como se não fosse confusão o suficiente, seis jornalistas da Espn foram afastados pela emissora após críticas à má gestão do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, no programa “Linha de Passe”. A informação divulgada para a imprensa foi de que houve um pedido para que o canal esportivo tomasse providências com os apresentadores do programa, como punição pelas críticas a Ednaldo.
Através de sua assessoria, a CBF informou que não pede interferências de nenhum tipo na linha editorial de veículos de comunicação.
É com esse clima que Carlos Ancelotti chega a Seleção Brasileira, tendo que melhorar a atuação da equipe nos jogos de eliminatórias e dentro de um ano, estar pronto para a disputa da Copa do Mundo.

Jornal Folha de Atibaia