“Um panorama rápido dos acontecimentos nos últimos 30 dias, no mercado financeiro.”
Foram intensos estes dias para quem acompanha o dinheiro. Tivemos recordes históricos, quedas repentinas e mudanças que saíram das telas das corretoras para atingir diretamente as prateleiras dos supermercados.
O Dólar: A montanha-russa da moeda americana. O dólar começou o ano de 2026 com certa pressão, mas nas últimas semanas deu um alívio ao consumidor brasileiro.
Após rondar os R$ 5,30, a moeda caiu para a casa dos R$ 5,18 a R$ 5,22.
Por que caiu? O Brasil tem mantido juros altos, o que atrai investidores estrangeiros. Além disso, nos EUA, a indicação de novos nomes para o Banco Central americano trouxe incerteza, fazendo o dólar perder força globalmente.
Como afeta você: O dólar mais baixo ajuda a segurar a inflação de eletrônicos, combustíveis e pães (já que o trigo é importado). Se ele continuar caindo, suas compras internacionais e viagens ficam mais baratas.
Ouro e Prata:
Este foi o mês dos metais preciosos. O Ouro ultrapassou a marca histórica de US$ 5.000 a onça, e a Prata também disparou, chegando a subir 60% em janeiro antes de sofrer uma correção severa no início de fevereiro.(Queda história jamais vista antes)
Mas recuperaram muito rápido.
Por que subiram? Em tempos de guerras e incertezas políticas no exterior, os grandes investidores fogem de moedas e ações e compram ouro e prata, que são considerados “seguros”.
Como afeta você: O ouro não muda o preço do seu almoço, mas é o “termômetro do medo”. Quando ele sobe demais, é sinal de que a economia global está instável, o que pode gerar crises que, lá na frente, afetam o emprego e o crédito. E a sua queda brusca nos últimos dias foi uma correção técnica. E mesmo assim sobe a cada dia.
Bolsa de Valores: Otimismo no Brasil
Enquanto o mundo se preocupa com a tecnologia nos EUA, a nossa bolsa (Ibovespa) bateu recordes, superando os 186 mil pontos.
O motivo: As empresas de petróleo (Petrobras) e minério (Vale) tiveram bons resultados.
Como afeta você: Quando a bolsa vai bem, as empresas têm mais dinheiro para investir e contratar. Além disso, quem tem fundos de previdência ou investimentos em bancos costuma ver o saldo render mais.
Em resumo: O que observar agora?
O mercado está em um momento de “espera”. De um lado, o Brasil parece atrativo para o investidor estrangeiro; de outro, as brigas comerciais entre grandes potências (como EUA e China) mantêm o sinal de alerta ligado. Para o brasileiro comum, o foco deve ser o dólar: se ele se mantiver abaixo de R$ 5,20, o custo de vida tende a ficar mais controlado nos próximos meses.
Dica de Ouro: Não tome decisões precipitadas com base na alta da prata ou do ouro. Esses ativos estão muito voláteis (subindo e descendo rápido demais) e podem ser arriscados para quem não tem experiência.
Mesmo com todo este cenário o que impacta isso no consórcio? Nada, pq o consórcio não tem juros , é a compra programada mais segura
Próxima edição vamos falar sobre outras carteiras de investimento.
Por Ronei Machado Junior consultor financeiro
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